Expectativas e crenças limitadoras

20.11.17



Temos muitas expectativas em relação a nós e aos outros. E não contentes, criamos ainda mais expectativas em relação àquilo que achamos que os outros acham de nós. E, de repente estamos numa bola de neve tão grande que deixamos de conseguir pensar direito. Deixamos de conseguir tomar as melhores decisões. E passamos a ser consumidos pelos nossos medos. E isto pode, simplesmente, destruir-nos.

Há umas semanas, a Maria [vamos chamá-la assim] fez uma sessão de coaching e aconselhamento comigo. A Maria é mãe de uma criança pequena, com menos de 2 anos e também é educadora na escola da menina. A pequena está numa fase caracterizada por comportamentos específicos, alguns difíceis de lidar (para a própria e adultos) e numa altura em que pede muito pela mãe. Sobretudo porque a sabe tão perto. 
A Maria chegou-me preocupada, consumida, não sabendo o que fazer. Trabalhamos a questão, os desafios e as soluções da situação. E também trabalhamos a questão das expectativas.


- Quem é que disse que por ser educadora de infância que a filha não iria ter comportamentos difíceis?
- Quem é que disse que por ser filha de uma educadora de infância, a menina seria mais serena, compreensiva e pausada, sobretudo aos 2 anos (que ainda não os tem)?
- Quem é que lhe disse que seria fácil para a filha diferenciar a Maria no papel de mãe e no papel de educadora aos 2 anos? Há adultos que trabalham com os pais e que nunca conseguem separar os papeis.

Desse ponto de vista, então os filhos dos médicos não poderiam ficar doentes nem os filhos dos professores chumbariam de ano. Mais: um médico especialista numa determinada área nunca sofreria da doença que trata, um advogado nunca teria problemas com a lei nem um psicólogo necessitaria de apoio a esse nível. Já agora, e no meu caso específico, os meus filhos nunca poderiam fazer uma birra, nem serem desobedientes, e responderiam sempre com bons medos.

Ninguém disse que é fácil. Mas é urgente: precisamos de tirar estas crenças limitadoras da nossa cabeça. Quando o conseguimos sabemos que é libertador e ficamos a saber que as maiores expectativas são as nossas, afinal de contas. Só podemos controlar o nosso comportamento. É bom que nos possamos lembrar disso todos os dias. É para isso que este post serve, de lembrete!

Boa semana!

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