Mas é preciso tirar um curso para se educar uma criança? |A Praça | RTP 23 Set 2015 | Programa #3

8.10.15

Podes rever o tema de ontem d'A Praça, aqui neste link

Nunca se falou tanto sobre educação como agora. E há momentos em que parece que não sabemos fazer as coisas tão bem como outros fizeram. Parece que educar se tornou mais difícil e há quem jure, a pés juntos, que os miúdos de hoje são diferentes dos de ontem (eu quase que te juro que o que está diferente é o mundo, que nós não somos as mesmas pessoas que os nossos pais foram e que, justamente por isso, os miúdos só podem ser diferentes - a equação é um pouco diferente).

Então se é preciso tirar-se um curso? 
O que te digo é que seria uma grande pena passar ao lado de estratégias que funcionam e que nos ajudam a lidar com as birras dos miúdos e também com as inseguranças deles (e nossas, já agora) , que promovem a relação e que nos darão mais tempo para saborear a vida familiar.

Mas isto agora parece uma modernice, já não se pode bater nem castigar?
Eu imagino que um pai ou mãe, no seu perfeito juízo, não acorda de manhã a dizer que se o filho o irritar lhe dá um açoite ou o coloca logo de castigo. Estou certa que, antes de atingir o seu limite, se propõe a ter paciência e a gerir a situação de outra forma. Eu sei que a palmada e o castigo funcionam - mas a questão, para mim, vai muito mais longe do que isso. A questão é 'Será que tu queres ir por aí? Será que se conhecesses outras estratégias, muito mais eficientes e menos agressivas, não as utilizarias? É que há formas (testadas e aprovadas) que te ajudam quando o teu filho rebola os olhos, quando ele bate no irmão, quando choraminga sem parar, quando bate e atira as coisas ao chão ou quando te começa a mentir. Há estratégias que restabelecem a ligação familiar, o vínculo e que, acima de tudo, o ajudam a tomar as melhores decisões, responsabilizando-o. A verdade é que tu não vais querer andar atrás do teu filho para teres a certeza que ele faz o que tem de fazer, sob a ameaça do castigo nem da palmada, pois não?


É preciso alguma autoridade em casa, ou não?
Ora bem, os pais são a autoridade na vida dos filhos. Somos nós que decidimos uma série de coisas nas vidas deles e esta autoridade não só é desejada como tem de existir. Talvez te questiones em relação à obediencia - e eu entao pergunto-te se queres filhos mais obedientes ou filhos que cooperem (cooperar significa que é uma decisão livre e que vem do coração) porque se sentem ligados a ti? Filhos que aceitam desligar a televisão e vir pôr a mesa. Filhos que aceitam ouvir a tua opinião mesmo que a tua opinião seja a justa oposição daquilo que eles desejam. Filhos que, acima de tudo, te vêem como uma autoridade justa. Como é que isto se faz? Trabalhando a relação. Querias milagres? Nesta matéria, o milagre é mesmo a relação!

O que é, concretamente, a Educação e a Parentalidade Positiva?


O que é que acontece quando se é demasiado rígido ou demasiado permissivo?
Bom, para isso convido-te a veres o programa da próxima semana!
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