As 4 dicas que faltavam para trabalhar o vínculo ... Cenfipe - Ciclo de Connferências [Ponte de Lima]

25.3.17






E porque o prometido é devido, e no seguimento do pitch em Ponte de Lima, aqui ficam os 4 pontos que necessitamos para trabalhar o vínculo, em família:

Autorregular-se
A autorregulação é a capacidade que tenho em fazer as melhores escolhas, usando a nossa energia para aquilo que é mesmo essencial. A propósito disto, convido-te a ler este texto sobre a questão polémico do gritar ou não gritar. Vale mesmo a pena ler!



Brincar
Alguns pais não gostam particularmente de brincar com os filhos e portanto vão incentivando a que brinquem sozinhos. É inegável que brincar é importante e brincar em conjunto também. Mas o que alguns de nós não sabemos é que podemos não brincar e ainda assim participar na brincadeira, estando apenas junto da criança, sem intervir na brincadeira e apenas admirando-a. Sem distrações. Estando apenas. 
E brincar também significa desconstruir tensões, situações e outras experiências menos positivas, com um toque de humor. 
É isto que nos aproxima.

Podes ler mais aqui.



Aceitar a natureza dos nossos filhos
Sem termos necessidade de colocar etiquetas. Ele é teimoso, inseguro, brincalhão, lindo ou feio. Podes considerar que ele possa ter todas essas características mas certamente não se encerra nelas. Esta semana estive com uma mãe que disse que o filho [adolescente] era isto, aquilo e mais aquilo em casa [só descrições negativas] e que fora de casa era X, Y e Z [só coisas boas]. Então não uses etiquetas porque - sobretudo quando são pequenos - vão acreditar que o são mesmo e não terão oportunidades de mudar. E isso seria uma grande pena. Procura aqui no blogue temas sobre a Auto-Estima da Criança e como podes caminhar nesse processo de aceitação e não 'etiquetação' :)
Quando aceitamos a natureza dos nossos filhos é aí que eles têm a capacidade de sossegarem e então de caminharem para a sua melhoria e florescimento.



Oferecer o teu tempo

O nosso amor é dado em forma de tempo – por isso usa-o da melhor forma e elimina as fontes que te fazem desperdiçar o teu tempo que é mesmo precioso.
Procura estar mesmo a sério com os teus filhos. Não digo sempre mas se lhes dizes que vais brincar com eles, não leves o telemóvel atrás.
Tempo de qualidade e de quantidade... porque nenhuma relação importante se aguenta com pouco mas bom. É necessário fazer-se a manutenção da relação. Pouco, bom e de forma regular, que é quem diz, todos os dias.

Continue a ler mais informações sobre este tema, clicando aqui e subscrevendo a newsletter.


Créditos fotos: Vanessa Germano | Would You Mum

Gritar ou não gritar : a questão da semana! Então podemos ou não podemos? :)

24.3.17





Tenho um livro que se chama Berra-me Baixo e um desafio de 4 semanas, com o mesmo nome, e que podes subscrever aqui, gratuitamente.

E a propósito deste tema algumas pessoas pediram-me para comentar o texto que Eduardo Sá escreveu esta semana para a Pais&Filhos, com quem colaboro.

Li o texto a correr e fiquei com a sensação de não ter entendido o objetivo ou a intenção. Voltei a lê-lo com maior atenção e fiquei com mix feelings.

E volto a escrever sobre o tema porque o  gritar - ou o não gritar - gera alguma polémica ou pontos de vista diferentes. Vai depender do poder de oratória de cada um e do exercício de retórica que se pretenda fazer.

Vamos por partes.

Quem leu o Berra-me Baixo fica a saber, logo nas primeiras páginas que o objectivo não é deixarmos de gritar com os nossos filhos. Na verdade, a questão do gritar com os filhos, a questão da palmada não é questão para muitos educadores. Grita-se, 'tira-se o pó' sempre que se considera necessário e cá somos felizes à nossa maneira. Mas para quem tudo isto não é 'modo de vida' e de educar, vale a pena olhar para outras propostas.
Quem leu o livro sabe que o grande objetivo, ao longo das 4 semanas, é podermos criar relações com maior significado e valor com os nossos filhos. Afinal de contas, ninguém tem filhos para se andar a zangar, gritar, desentender-se, sistematicamente. Se tudo isto faz parte da dinâmica de qualquer relação - e que nenhuma relação está isenta de conflito - não deixa de ser verdade também que nenhuma relação saudável e feliz se faz quando a tensão é o prato do dia.
Contudo, há pais para quem estar sempre a gritar não é opção e não se querem ver nesse papel. [E atenção que este 'estar sempre a gritar' é subjectivo.]. Há cada vez mais pais que desejam ter relações de afeto e que desejam ser pais mais equilibrados. Não escrevi 'pais perfeitos'. Os pais não se querem perfeitos e antes em 'melhoria contínua'. E por equilibrados não quero dizer arrancados de alma e coração no que fazem, nem de paixão. São pessoas que, na sua vida, procuram apenas uma maior contenção porque desejam criar uma dinâmica de respeito com os filhos [e até com os outros], sendo que o gritar é um desrespeito até para consigo próprios.
Por outro lado, no mesmo livro, pergunto-te, em jeito de provocação se agora já não podemos berrar com os nossos filhos. E com esta questão pretendo esclarecer a diferença entre berrar e chamar à atenção, corrigir, orientar e até o famoso ralhar. Quem é que te disse que para fazeres tudo isso precisas de gritar? É que não precisas! E se perguntares como é que as crianças ficam quando os pais lhe gritam, algumas delas irão responder que ficam nervosas e incapazes de ouvir o que lhe dizem, bloqueadas com medo algumas vezes. Era essa a tua intenção? Não, pois não? [podes ler mais aqui sobre castigos e palmadas - convite à reflexão]

A grande maioria das vezes os pais dizem-me abertamente que quando gritam o fazem por hábito, cansaço ou quando se sentem fartos de repetir as coisas aos miúdos. Já reparaste que todos estes motivos nos dizem respeito e nada têm a ver com os miúdos:
O nosso hábito em gritar.
O nosso cansaço.
A nossa incapacidade em sermos assertivos.


Vale a pena não misturar as coisas: gritar, corrigir, orientar ou chamar à atenção. Se tudo isto pode ser feito sem gritos? Sim, pode. Algumas vezes não vamos conseguir e a vida é mesmo assim. Mas que o nosso objectivo não seja nunca esse - o deixar de gritar.
O nosso objectivo poderá [deverá?] ser sempre mais alargado que esse - o de construir relações com maior significado, com base num vínculo seguro onde o adulto dá o mote e mostra o caminho. Com maior ou menor poder de oratória.



Uma ação só para pais [homens!] em Parentalidade Positiva!

16.3.17



'Magda, sabes uma coisa? Devias era fazer uma formação SÓ para pais.'
E não é que aconteceu?! E juntou 20 pais ao pequeno-almoço hoje de manhã, no Norte Shopping! Pais de 1ª viagem e outros com 5 filhos e bastante experiência.

É verdade que há cada vez mais pais envolvidos, a quererem saber mais sobre o tema e a frequentarem ações. Mais do que isso: há casais a fazerem, em conjunto, sessões de coaching e aconselhamento e a virem juntos a eventos. E também é verdade que, normalmente, mais de metade das turmas é de mulheres. Isso significa que há ainda um bom caminho a percorrer nisto que é a igualdade de género. Criar oportunidades únicas onde todos se vêem no mesmo barco, riem com as mesmas situações (e riem de coisas diferentes das mães!) é uma grande grande conquista! E sei que alguns já estão a falar sobre o assunto de forma positiva!!

Por isso, foi com muita satisfação que inaugurei o espaço de Aconselhamento para pais, da Farmácia Ferreira da Silva, no Norte Shopping. Neste espaço, os pais poderão recorrer à Enfermeira Joana Melo, especialista em pediatria e com a Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas. Parabéns por este serviço tão inovador e por reunirem 20 pais que sairam entusiasmados para o tema!

Uma família de cada vez e faremos a diferença no mundo!! Positivamente!

O que acontece depois do conflito entre irmãos?

14.3.17



Sempre quis ser mãe e ter filhos com idades muito próximas, para que pudessem partilhar brincadeiras, amigos, interesses, e mais importante, para que pudessem ser amigos e cúmplices para a vida.

A verdade é que quando tinham 2, 4 e 6, os conflitos entre eles eram tão frequentes que a minha frustração e tristeza foi tomando conta do assunto, até que decidi pôr em prática todas as técnicas que utilizava enquanto Mediadora de Conflitos familiares e civis. Trouxe a profissão para dentro de casa e começámos a fazer Mediação!

Hoje em dia, aplicamos as dicas da prevenção de conflitos da Parentalidade Positiva, conjugadas com as ferramentas da Mediação, e temos miúdos que já conseguem gerir as suas "pegas" autonomamente e de uma forma "criativa"! E o melhor é saber, que nas suas relações sociais conseguem-no fazer também!

Neste workshop, vamos passar todas estas dicas e estratégias para que se possa "ultrapassar" esta fase dos conflitos de uma forma menos penosa para eles e para os pais! E são coisas tão simples!

Joana Sardinha Zino - Mãe, advogada e mediadora de conflitos

Mais infos aqui

Conflitos entre irmãos Lisboa 1 de Abril

http://www.35.kmitd7.com/w/de2beiW1eg4MlVZozP4We114267cd

Vídeos e mensagens ofensivas e que incitam ao conflito

13.3.17



Para além de ofensivos, este tipo de vídeos ou mensagens, são de elevado mau gosto, violentos, incitando até, à criação de conflitos, num movimento de antagonismo em vez de aproximação.

Não são apenas ofensivos mas também são redutores, tanto para o profissional, como para os pais (ou família). Admitir-se que se diga que a Escola ensina apenas matérias como a Matemática, o Inglês e que a família educa é, no mínimo, perigoso. 

Durante alguns anos dei formação a jovens na Cruz Vermelha Portuguesa. Alguns dos miúdos eram provenientes de famílias com grandes dificuldades, incapazes de garantir os mínimos aos filhos: afetos, alimento, formação, proteção e acompanhamento. Se estes pais não eram capazes, o meu dever, enquanto professora deles, era ajudar no processo: estando atenta, escutando, orientando e corrigindo sempre que fosse possível ou necessário. Junto dos pais quem atuava era a responsável de equipa, num trabalho sério, comprometido e rigoroso. Se nós não estivéssemos lá, quem é que estaria? Demitirmo-nos deste papel seria de uma enorme irresponsabilidade para com a criança que, sem retaguarda em casa, se viria completamente desprotegida e desapoiada.

A Escola, qualquer que ela seja [Escola, as aulas de futebol ou de ballet] tem adultos de referência para as crianças e não pode, em tempo algum, descartar a responsabilidade de ajudar a formar cidadãos. Na verdade, nem a escola, nem ninguém. Enquanto adulta, tenho o dever (e quero exercer esse dever) de ajudar no processo de educação de qualquer criança ou jovem. Seja acompanhado-a quando está em apuros, seja orientando-a quando precisa. Sobretudo quando, em casa, os seus, não são capazes de o fazer. 

É lamentável que possamos ouvir frases como 'A escola ensina e em casa educa-se'. A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo'... e essa é a nossa mão. De todos! 

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1º encontro de Pós-Graduados em Parentalidade e Educação Positivas

10.3.17
Ontem realizámos o 1º encontro de Pós-Graduados em Parentalidade e Educação Positivas e aproveitámos para cantar os parabéns à escola, que fez 1 ano de vida!

Estavam presentes colegas de várias edições e, para muitas, foi bom conhecer as caras de quem já vimos em fotografias. Saímos todas de coração cheio, com promessas de nos voltarmos a encontrar, com o objectivo claro de continuarmos a nossa aprendizagem e de continuarmos em melhoria, continuamente. 

Na verdade, esse foi o mote deste primeiro encontro. Quando nos propomos a fazer uma Pós-Graduação como esta, há algo que é inevitável - a nossa forma de olhar para a educação e para a vida em geral altera-se e, não é possível voltarmos a vê-las como antes. Em parte, somos nós que mudamos. 

E neste processo de transformação, percebemos que temos tantas oportunidades de crescimento e de melhoria - sendo que, como sabes, a perfeição não é nunca o objectivo. Ontem ficámos a conhecer os 5 passos fundamentais para a melhoria contínua e definimos um ponto que desejamos melhorar ao longo deste mês #emmelhoriacontinua. 

Em cada um destes encontros convidamos uma das Pós-Graduadas a desenvolver e a partilhar um tema - foi o que a Joana Melo, enfermeira e especialista em cuidados pediátricos fez. A Joana falou-nos na mala das emoções, um conceito muito muito interessante e sobre o qual em breve partilharemos um texto.

Há uma energia muito positiva nestes grupos e quem está dentro sabe exatamente do que falo. União, força, alegria e camaradagem. Afinal, estamos todas juntas! Obrigada a quem veio e também a todo o grupo que se fartou de mandar mensagens boas!!! Já estamos a organizar o 2º encontro!!!

Aqui ficam algumas fotos da festa de ontem. E podes seguir mais aqui também!










A igualdade naquilo que nos falta...

8.3.17
Tive a sorte de ter algumas professores que nos fizeram ler clássicos e que nos fizeram pensar e sobretudo questionar toda a questão sobre a igualdade de género e cidadania.

Lembro-me de ler, com imenso entusiasmo o Segundo Sexo da Simone de Beauvoir, de delirar com Sartre acerca do Humanismo e de fervilhar com o debate.

Mais tarde, no final do 2º ano da Faculdade, li La domination Masculine, do Pierre Bourdieu e passei a ver a realidade de uma forma nova, que contribuiu muito para a organização das ideias, para refletir mais sobre o assunto. Sem dúvida uma leitura provocadora!

19 anos depois, o tema continua complexo e o debate... entusiasmante!



Numa entrevista a uma radio francesa, uma psicóloga dizia, hoje de manhã, que não nascemos homem ou mulher - tornamo-nos! - citando assim as palavras de Beauvoir. Para o sermos, teremos de percorrer um longo caminho, de encontro, definição e construção de identidade. Caminho esse que será invadido de mensagens desvalorizando ou fazendo referência à fraqueza do segundo sexo. Caminho esse que nos dirá que somos aquilo que nascemos e nesse corpo nos encerramos. Ou não.

Esta psicóloga explicava que este sentimento de desvalorização cola-se a nós quando nos é explicada a diferença entre os sexos, quando somos pequenos.
Os rapazes têm uma pilinha e as meninas não. Tal como dizia Bourdieu, esta ausência parece tornarmo-nos menos. E, ao mesmo tempo, torna os rapazes superiores, mesmo que, à partida, uma criança não se veja nessa condição de mais ou de menos em relação ao que a sua anatomia lhe possa traduzir.

Só que aquilo que nos esquecemos de ver é que os dois sexos são diferentes mas são diferentes na igualdade. "A igualdade naquilo que nos falta - ambos temos algo que o outro não tem", ouvia esta manhã na rádio.

É só isto e, ainda assim, continuamos a precisar de dias como os de hoje e de plataformas como As Capazes  que dão voz ao tema, insistem em lembrar, provocar e não deixar adormecer o debate.

Gostei de ler esta manhã o post da Bárbara Baldaia no Facebook 
O Dia da Mulher serve para lembrar:
- as desigualdades salariais
- os desequilíbrios parentais
- os desacertos na realização de tarefas domésticas
- os preconceitos sexistas
- a violência de género
- as mortes decorrentes da violência de género
- o casamento infantil forçado
- a mutilação genital feminina
- a desigualdade no acesso à educação
- as violações
- o sexo não consentido
- a vedação de direitos humanos fundamentais em todo o mundo.
Não serve para oferecer flores nem para levar a jantar fora nem para nos dizerem como somos belas e sensíveis.



Quando olho à minha volta, considero que o tema continua a ser importante debater, reflectir e é justamente na forma como educamos que abrimos caminho para que os dois sexos se possam definir e construir, que se encontra o caminho para a paz.

Neste dia penso muito na expressão Deuxième Sexe (o tal livro da S. Beauvoir) e, por consequência, na música dos Indochine, 3ème sexe, aqui num remake da Miss Kittin [e que deu origem a este anúncio que certamente te recordarás! - letras aqui]






MADAME NOUVEAU PARFUM JEAN PAUL GAULTIER INDOCHINE por Keristoph3

Guerras entre irmãos 3 frases que não levam a lado nenhum e 3 boas alternativas.

7.3.17



Foto: Would you Mum


A relação entre irmãos pode ser difícil, cansativa para os pais e motivo de muitas tensões, especialmente quando os miúdos são pequenos.

Ao mesmo tempo, parece que há, pelos mais diferentes motivos, a tendência de cada um dos filhos chamar para si um determinado tipo de papel - o que agride mais, a vítima, o bem disposto, o tristonho... etiquetas que nós, pais, também vamos ajudando a colar, sobretudo no momento das tensões.

'És sempre o mesmo, porque não ajudas o teu irmão!'

'Anda, defende-te! Pára de choramingar, é só isso que sabes fazer?'

'Pára de chatear o teu irmão, não vês que é pequenino?'



Em parte, estas frases são repetições daquilo que ouvimos e daquilo que acreditamos que vai ajudar. Quando dizemos és sempre o mesmo, pretendemos que o nosso filho se aperceba que aquele comportamento não pode continuar e é um convite à mudança. Contudo, e como já disse algumas vezes neste blogue, este 'és sempre o mesmo' funciona ao contrário - tira, na maior parte das vezes, a motivação e a energia da criança para mudar e fazer diferente. Na verdade, é como se reforçássemos a tal etiqueta que falei acima (e que não queremos colocar mas acabamos por fazê-lo) e, embora possamos ter a noção que o estamos a fazer, há alturas em que não sabemos fazer diferente.


Então gostava que te lembrasses desta técnica. Pede sempre ao teu filho o comportamento desejável. E como é que isso sai:


'Eu sei que tu podes ajudá-lo.'

'Eu sei que és capaz de te defender e se precisares de ajuda pede-me'

'Eu sei que queres brincar com o teu irmão e também sei que sabes fazê-lo sem irritar. '



Frases como estas não são meras frases positivas - são frases que relembram à criança aquilo que ela já sabe fazer e que nós também já tivemos a oportunidade de comprovar.


É só um lembrete... para ti e para eles.

Vem aprender mais sobre como evoluir do conflito à cooperação. É já em Abril, em Lisboa.

Pedir, sem convencer

27.2.17
Quem me lê e frequenta as formações comigo sabe que um dos pontos que defendo é que podemos pedir tudo a uma criança sem termos de a convencer de seja o que for.

Gosto muito desta frase que encontrei num caderno, e cujo autor não sei quem é mas que nos ajuda a resumir muito daquilo que digo:

"Sempre que possível, substitui um parágrafo por uma frase, uma frase por uma palavra e uma palavra por um gesto."

Vais dar por ti a falar de forma mais clara, simples, direta e afirmativa. Mas sabes o que acontece mesmo quando usas, a sério e de forma constante esta técnica? Passas a escutar mais e melhor.

Não acredites nisto que te escrevo. Experimenta!

3 DICAS SIMPLES PARA APRENDER A CALÇAR E A VESTIR... SEM DRAMAS

24.2.17



Muito pais falam-me dos momentos de tensão que acontecem logo pela manhã, sobretudo com crianças mais pequenas. Nos dias da ginástica em que têm de ir de fatos de treino querem ir de saias. E nesses dias insistem em levar os chinelos de praia porque são bonitos e confortáveis. Tudo isto pode colocar-nos de cabelos em pé e em nervoso bem miudinho logo de manhã.


Gostava que soubesses que é normal os miúdos não entenderem estes códigos e a necessidade de se escolher um determinado calçado ou vestuário em vez de outro. Não é um jogo de poder nem vontade em contrariar-te - ainda que haja idades em que os miúdos parecem ter um comportamento de oposição permanente.

E se esta dificuldade acontece em tua casa, então este post é para ti:

1. Estabelece dias ou momentos em que o teu filho pode escolher o que calçar e vestir

É importante mantermos uma certa liberdade de escolha. Os nossos pequenos são pessoas em construção e deverão, sempre que possível, escolher o que desejam calçar e vestir. Ao mesmo tempo, quando criamos este espaço, eles terão mais facilidade em aceitar os outros momentos em que têm de usar um determinado sapato ou uma bata ou uniforme. Sabes, saber escolher é uma competência importante assim como a criatividade e este é um dos momentos em que a podes incentivar. Convido-te a olhares para esta questão desta forma.


2. Dá-lhe opções
Sempre que possível, e sobretudo em crianças até aos 2,5 anos é benéfico dar a escolher o que calçar. A estratégia das escolhas limitadas faz verdadeiros milagres, nestas idades.

- “Hoje quero ir com os chinelos de praia para a escola!”
- “ Estou a ver que gostas tanto dos teus chinelos de praia que até os queres levar para a escola. Esses chinelos são os que usamos na praia. Na escola podemos usar estas botas ou estes ténis . Quais preferes levar hoje?”



3. Trabalha a autonomia tornando a tarefa mais fácil
Desde pequenos que os miúdos mostram uma grande vontade em fazerem as coisas sozinhos. Vamos patrocinar isso! Como? Aceitando que se queiram vestir sozinhos, treinando ao fim-de-semana e dando calçado fácil de calçar. E porquê? Primeiro para que possam, de facto, ficarem autónomos nessa tarefa. E a seguir, para que se sintam motivados a continuar nas outras tarefas.

Treinar a autonomia é fundamental e ela pode ser treinada em todos os momentos e de forma simples e fácil ainda que isso nos exija um pouco mais de paciência.








Este post está cheio de formações!!

23.2.17






Cada vez mais as instituições que trabalham com famílias e crianças, assim como profissionais de diferentes áreas [enfermeiros, médicos, psicólogos, terapeutas, assistentes e todos os técnicos em geral] procuram exercer as suas funções através de uma nova abordagem da criança.
A Educação Positiva é a abordagem mais completa, uma vez que coloca criança e adulto no centro da interacção, com base no respeito mútuo. A criança é tida por inteiro e o profissional (re)descobre a satisfação e a importância do seu papel transformador.

Nesta ação de dia inteiro serão abordados os fundamentos da Educação e Parentalidade Positivas*, os princípios da Linguagem Positiva e as principais ferramentas da Inteligência Emocional.

Trabalharemos as 3 competências da criança:
- Eu sou capaz [autonomia]
- Eu tenho valor [auto-estima]
- As minhas escolhas têm impacto [responsabilização]







É reconhecida a importância que os técnicos que acompanham as famílias têm, assim como as dificuldades que por vezes encontram na transmissão de competências parentais.
Esta acção de promoção de competências parentais tem como objetivo a capacitação dos mesmos para que estes auxiliem os pais na otimizacao de estratégias que permitam um melhor desempenho das suas funções parentais. Pretende-se aumentar os conhecimentos em termos das etapas do desenvolvimento da criança, da promoção da autorregulação nos pais, assim como a introdução de uma linguagem positiva. Analisaremos também da importância e do poder do técnico/profissional.

Esta ação destina-se a técnicos das CPCJ, elementos da Segurança Social, diretores de turma, educadores de infância, mediadores, técnicos na área da educação e saúde, advogados, médicos, enfermeiros, auxiliares, professores e todos os profissionais interessados no tema.







Os teus filhos pegam-se, andam a discutir e batem um no outro?
Sabes que os conflitos entre irmãos são normais, mas custa-te vê-los sempre desentendidos e isso perturba a vossa dinâmica familiar?
Então este workshop é para ti. Vais ganhar conhecimentos sobre o que fazer perante o conflito, e conhecer dicas, estratégias e dinâmicas para os ajudar a crescer lidando com o conflito de forma construtiva e positiva, promovendo as suas competências na gestão dos mesmos.
É um workshop muito prático, com muitos exemplos e dinâmicas.







Uma auto-estima saudável abrange uma série de competências que vão desde a auto-confiança até à capacidade em auto-regular-se. Levará deste workshop muitas estratégias, lembretes, alertas e truques para a comunicação do dia-a-dia.
Com uma vertente prática grande. Porquê? Para chegar a casa, abrir o seu saco sport billy e ajudar a desenvolver uma auto-estima saudável, criando miúdos desencucados. É que a teoria é muito mais bonita na prática!




O seu filho responde torto, rebola os olhos? Já experimentou tudo e está cansad@ porque se vê numa espécie de jogo de poder desgastante em que não se conseguem escutar?

Afinal, ninguém tem filhos para se andar a zangar sistematicamente. Temos filhos para que as nossas vidas tenham mais e melhor significado. Então este workshop é para si!
Sairá dele a saber os motivos pelos quais uma criança pode não obedecer e, mais importante, como responder a cada uma das situações.

Muito prático, muito claro e straight to the point.


Todos os links aqui:

Consultório: As birras

17.2.17
Ontem partilhei o estúdio com a Susana Cunha Guimarães e o pediatra Hugo Rodrigues
Estivemos a falar de birras, castigos e palmadas, numa conversa de 30 mnts que pareceram apenas 5.
Aqui fica!

COMPETÊNCIAS PARENTAIS [PROFISSIONAIS] | LISBOA MARÇO

15.2.17


Numa conferência em que participei, em Valença, um dos técnicos de uma CPCJ da zona perguntou-me o que é que se pode fazer mais (com as famílias) quando a vontade (dos pais) é pouca e a energia (dos técnicos) se começa a esgotar.

Esta questão voltou a colocar-se imensas vezes a seguir na Pós-Graduação, por técnicos de instituições sociais, por mediadores e advogados, assim como pelos professores que estavam em sala.

Enquanto profissionais, o nosso poder é imenso. Saibamos utilizá-lo da melhor forma e termos ao nosso dispor as melhores armas.

Nesse sentido, no dia 30 e 31 de Março, em Lisboa, vamos estar a falar sobre Competências Parentais (sessão para profissionais).

Deixo-te o programa que é, como sempre, ambicioso.

DESTINATÁRIOS
Esta ação destina-se a técnicos das CPCJ, elementos da Segurança Social, diretores de turma, educadores de infância, mediadores, técnicos na área da educação e saúde, advogados, médicos, enfermeiros, auxiliares, professores e todos os profissionais interessados no tema.


PERTINÊNCIA DESTA AÇÃO
É reconhecida a importância que os técnicos que acompanham as famílias têm, assim como as dificuldades que por vezes encontram na transmissão de competências parentais. 
Esta acção de promoção de competências parentais tem como objetivo a capacitação dos mesmos para que estes auxiliem os pais na otimizacao de estratégias que permitam um melhor desempenho das suas funções parentais. Pretende-se aumentar os conhecimentos em termos das etapas do desenvolvimento da criança, da promoção da autorregulação nos pais, assim como a introdução de uma linguagem positiva. Analisaremos também da importância e do poder do técnico/profissional.

TÓPICOS
Parentalidade e educação positivas, psicologia positiva, assertividade, vinculação, autoridade, valores, inteligência emocional, auto-estima, conflitos, agressividade, baixa auto-estima, vingança, desafio, provocação, gratidão, generosidade, linguagem positiva, autorregulação, influência positiva, etapas do desenvolvimento da criança e do jovem

TEMAS
1) Reconhecer a parentalidade positiva como base para a promoção de comportamentos parentais positivos.
2) Promover a autorregulação dos pais: o que contam as histórias pessoais de cada ator?
3) Conhecer as etapas do desenvolvimento da criança
4) Identificar as estratégias práticas para a promoção de uma vinculação segura 
5) Reflectir sobre questão da autoridade e da obediência e como ajudar os pais a serem a segurança e não o medo
6) Identificação dos diferentes pontos para a promoção de uma auto-estima saudável da criança através dos pais
7) Conhecer as estratégias para atuar no caso dos adolescentes
8) Promover o papel dos profissionais 

EMISSÃO DE CERTIFICADO
A emissão do certificado é realizada pela Escola da Parentalidade e Educação Positivas e fará referencia ao nome da ação e a carga horária da mesma.

Para inscrições, clica aqui.
Para pedires mais informações, escreve-nos para cursos@parentalidadepositiva.com

Bom de ler | #6 Porquê? O elogio da curiosidade

15.2.17
Este livro marca a minha infância e, em parte, talvez tenha sido graças a ele que me tornei tão curiosa, tão estudiosa e desenvolvi esta necessidade de simplificar as explicações.
Encontrei-o no meio de livros antigos. Está muito usado - claro que está, eu abusei dele! - mas continua tão pertinente quanto antes.
Hoje entendo o profundo significado deste elogio da curiosidade.







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