RTP - COMO GERIR A FRUSTRAÇÃO DAS PRENDAS NA ÉPOCA NATALÍCIA - A PRAÇA

7.12.16

Dizem que cada vez mais as crianças pedem mais e mais prendas mas sinceramente, não sei se é isso mesmo que elas querem. Pelo menos, sempre. Há uns anos uma famosa marca de móveis pediu a um grupo de crianças que escrevesse o que gostaria de ter como presente no Natal e os miúdos referiram-se à atenção e tempo dos pais.

Talvez os miúdos peçam cada vez mais justamente porque lhes perguntamos constantemente sobre as prendas, porque enviamos catálogos e folhetos por correio, porque bombardeamos os dias de produtos de consumo rápido e o Natal passou apenas a ser isso. Naturalmente que pela ausência de referencias aos valores do Natal, as crianças não poderão pedir outra coisa que não aquilo que lhes dizemos para pedir.

Então como é que podemos reagir aos comportamentos de frustração e de tristeza dos miúdos?
Antes de tudo, acolhendo os sentimentos - "Estou a ver que gostavas mesmo muito de ter recebido aquele avião telecomandado". E depois de acolher, perguntar qual foi aquele com que mais gostou de brincar, etc.

Por outro lado há brinquedos que nunca iríamos dar e esses é importante dizermos que, caso o assunto venha a ser mencionado, não estávamos de acordo. É importante dizermos à criança que embora haja pai natal há coisas que nem ele poderia trazer para nossa casa porque não iríamos deixar.

E devemos dizer à criança “que não” a determinadas prendas?
A questão é ‘o que é que lhe estaríamos a ensinar com um sim a tudo?’
As crianças têm necessidade de brincar e os brinquedos são justamente importantes para elas explorarem, tornarem-se mais independentes, entreterem-se. Mas o excesso nunca foi positivo e, na verdade, provoca alguma distração e confusão. São demasiadas solicitações, demasiado ruído para a criança que, sendo pequena já tem tanta incapacidade em decidir que com tantas solicitações terá ainda mais.


E um dia somos notícia num blogue inglês... e num daqueles importantes :)

6.12.16

Encouraging positive communication with my children



I was at the #efluent5 event in Paris. Well known Portuguese blogger Magda Dias gave a talk about positive parenting.

During her few minutes on stage, Magda said we should all take the time to tell our children about our day. This struck me as an exceedingly obvious suggestion, yet something I’ve never really gone out of my way to do.

After all, in this day and age, we’re supposed to focus entirely on our kids aren’t we? Talking about ourselves as parents, well, that’s just not the done thing is it? Also, do our kids need or want to know about the washing, the cooking, the shopping and bureaucracy that are all a part of family life?

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7 PONTOS ESTRATÉGICOS PARA TRABALHARES A AUTO-ESTIMA DO TEU FILHO

5.12.16



Hoje vou falar-te do vínculo – dito assim parece que vai sair daqui um texto pesado mas ‘be not afraid my friend, trust you may’.

A qualidade da relação que desenvolves com o teu filho e aquela que ele desenvolve contigo é que é o vínculo. O vínculo é a coisa mais preciosa que tens com o teu filho. Um vínculo saudável e cheio de significado é mais de meio caminho andado para que ele tenha uma boa auto-estima e que a questão da autoridade e da obediência quase nem se coloque. Não acreditas? Achas exagero? Então continua a ler que eu vou explicar.

Quando os miúdos sentem que contam para os pais, que estes os têm ‘tidos e achados’ na relação, então os miúdos vão perceber que têm valor e que são pessoas queridas pelos pais. E quando sentimos que temos valor e que há quem nos aprecie [no caso concreto os pais!] então a forma como a criança se tem em conta tem um maior valor. E a auto-estima tem a ver também [consulta aqui este quadro para conheceres os pontos que fomentam uma auto-estima saudável] com o valor que a criança sente, em relação a ela própria e essa noção melhora quando se sente amada e considerada pelos adultos mais importantes.

Por outro lado, a questão da obediência é uma falsa questão. E o que é que eu quero dizer com isto? Quero dizer que a autoridade parental não tem a ver com força e tem muito mais a ver com cooperação. Ora, ninguém coopere com ninguém, pelo menos de livre vontade, sem se sentir ligado. Vês agora onde entra a questão da qualidade do vínculo? É muito mais fácil, rápido e tranquilo o teu filho aceitar escutar-te e fazer aquilo que dizes porque te quer ajudar, porque gosta de ti e de estar contigo quando tem uma boa relação contigo do que quando é à força.

Dito isto, como é que tu podes aumentar o vínculo com eles? Ou seja, como é que podes melhorar a qualidade da tua relação com os teus filhos?



1. Partilha
É a tua família, são os teus filhos. Partilha com eles histórias – não só aquelas sobre quando eras pequen@ mas também histórias do dia-a-dia.
‘Hoje tenho mesmo de te contar a minha manhã! Parece que saiu de um filme, tu nem vais acreditar no que me aconteceu!’ Diz-lhe isto com entusiasmo, com exagero, assim meio dramático – e vais ver que ele fica agarradinho ao que lhe vais contar!
E quando partilhas as tuas coisas, ele sente que tem valor na família e não é mais um. E porque se sente valorizado, também te vai contar as coisas dele porque vai ter vontade de as partilhar.


2. Brincar
Gozar, ser palhaço, não levar tudo tão a sério. Fazer o esforço [sim, por vezes é mesmo um esforço] para ver não o lado positivo da coisa mas a piada da situação. E quanto mais treinares mais percebes que afinal nem tudo pode ser levado tãooooo a sério!


3. Boas maneiras
As boas maneiras modelam-se e também se ensinam. E sim, as boas maneiras são ensinadas desde pequeninos e fazem a diferença na relação e toda a gente fica agradada quando é bem tratada e de forma educada. Ensina ao teu filho a generosidade, a atenção ao outro, o se faz-favor e o obrigado e porque é que isto é tão importante.
E naquelas vezes em que ele te pede as coisas de forma mais ríspida, olha para ele e diz-lhe ‘hmmm… enganaste-te no tom – repete lá isso mas com aquela voz doce que só tu tens…’. E quando tu também te enganares diz-lhe e coloca o tom adequado.

4. Oferece o teu tempo
O nosso amor é dado em forma de tempo – por isso usa-o da melhor forma e elimina as fontes que te fazem desperdiçar o teu tempo que é mesmo precioso.
Procura estar mesmo a sério com os teus filhos. Não digo sempre mas se lhes dizes que vais brincar com eles, não leves o telemóvel atrás.


5. Tribo
Vocês têm frases vossas? Situações em que dizem ‘d’ahhhh!’. Têm um grito de guerra? Têm nick names? Têm segredos dos bons? Fazem partidas? Têm rituais? São uma tribo? Então comecem a fazer ‘cenas’ fixes e que dão mais sentido e significado a quem é a VOSSA família!


6. Berra Baixo

Podes ler sobre o Desafio Berra-me Baixo aqui. E podes ver o livro aqui - e não, não é a mesma coisa. A newsletter dá apoio ao livro :)

7. Caderno da Gratidão – por todos os motivos que podes ler aqui e porque ao partilharem estas coisas estão a ficar ainda mais próximos!

Finalmente, e se queres saber mais sobre a questão da auto-estima, contacta-nos. As edições deste ano da Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas já terminaram e em Janeiro abrimos a turma do Porto. Depois só para o final do ano de 2017.
cursos@parentalidadepositiva.com


Calendário do Advento - ideias simples, fáceis e cheias de valor e significado

2.12.16



Desde o início deste blogue que todos os anos publico aqui o calendário de atividades para fazeres com os teus filhos. Este ano não é excepção. Mas há uma novidade - e é o calendário da minha amiga Joana, que é incrível.

Para além dos chocolates e presentes vai levá-los a recordar os nossos melhores momentos em 2016! É uma forma de nos lembrarmos e agradecermos o quanto e com quem fomos felizes! A esses... obrigada pela companhia!#criançasfelizes #miudosgirosnonatal#calendariodoadvento2016#parentalidadepositiva

Será que tenho mesmo o direito de me passar com os meus filhos?

2.12.16

Créditos foto: Sara Reis Gomes Would You Mum

Todos conhecemos a história - andamos cansados, no fio da navalha. Chegamos a casa, ainda temos jantares para orientar, banhos para dar, roupa para estender e a única coisa que esperamos é que os miúdos cooperem. Pedimos que assim que cheguem despachem os trabalhos de casa e sigam para o banho e prometemos que vamos deixá-los ver alguns desenhos animados antes do jantar.
Mas a disputa começa no carro. Não te consegues lembrar bem do motivo mas sabes que deve ser por um disparate qualquer. Procuras responder com serenidade e esperas que cumpram com o prometido assim que carregares no botão do elevador.
Mas não. Começam por dizer que estão a 'morrer de fome' e que o dia foi 'mega puxado' e que seria bom 'conseguirmos descontrair um pouco antes de fazermos os trabalhos de casa'. Não te vou relatar o discurso que se segue - possivelmente já conheces. E, de repente, já sabes o que acontece. Passas-te! Nunca cumprem com o que pedes e se não vai a bem, então que seja a mal.

'Eu não quero ter de gritar mas são vocês que me obrigam.'
'Vocês querem mesmo ver-me do avesso não querem?'

Possivelmente usas frases como as acima na tentativa de fazeres ver que a tua intenção é a melhor, que tens paciência e que só te 'passas' porque aguentaste até ao fim. 

Se o (teu) gritar ou se um (teu) comportamento mais exuberante não é questão para ti - ou seja, convives bem com isso - então está tudo bem. Se a resposta não for bem assim, então continua a ler.

Pequeno tratado sobre autorregulação
Ora bem, então está na hora de falarmos sobre autorregulação e se temos o direito de nos 'passarmos' ou não.
Gritar, como expliquei no Berra-me Baixo é uma decisão que tomamos. Não tem a ver com o outro e sim com a minha incapacidade em gerir uma determinada situação. Possivelmente, numa mesma circunstância, com público à mistura ou com outras pessoas, o meu comportamento poderia ser bem diferente. Todo o comportamento é uma decisão pessoal, sobretudo quando é um comportamento que se repete. Não são os outros. Somos nós.
Naturalmente, que tenho o direito de me passar com comportamentos, com atitudes que me parecem desadequadas. No entanto, não tenho o direito de magoar humilhar nem de tratar o outro mal. É aqui que reside a grande diferença. Tal como expliquei no Berra-me Baixo, em nenhum sítio nos dizem que ralhar tem de ser a gritar. Claro que devo ralhar se isso significa corrigir, modelar, orientar. E posso fazer isso sem ser aos gritos e antes com uma voz firme. Não podes dizer as coisas de forma fofinha quando estás zangada, claro. Isso só iria confundir o teu filho. Firmeza é o segredo. Falar ainda mais baixo e... acompanhar! Andar em cima para que não se distraiam e tornem rotinas algumas das coisas que são precisas serem feitas.

Nos próximos tempos vou andar a falar sobre autorregulação. Continua a seguir-me e subscreve a newsletter se ainda não o fizeste.

Se quiseres comprar o Berra-me Baixo, aproveita a promoção dele à venda aqui.
E se o quiseres autografado/com dedicatória, envia-me um email para info@parentalidadepositiva.com



E-fluent Paris - behind the scenes!

1.12.16
Créditos Foto: Ties

Paris recebeu perto de 300 blogues para o 5º E-fluent que, este ano, se decidiu internacionalizar.
É incontornável - os blogues estão aí com cada vez mais força e a criar influência.
E foi com grande entusiasmo que parti para a cidade Luz a convite da Parole de Mamans. #efluent5

De Portugal voaram alguns dos blogues mais influentes (um pai também pelo meio!) e, entre exposições, conversas e partilhas, calhou-me uma participação muito especial. Dos 14 países representados, 5 foram escolhidos para um pitch. Foi com imenso orgulho e um sentido de responsabilidade enorme que, em 5 minutos (certinhos, segundo quem gravou!) falei sobre o significado e o impacto da Parentalidade e Educação Positivas (e ao que parece já há quem ande a utilizar as dicas que deixei!). Sinceramente, diverti-me imenso nestes 5 minutos e não era para menos. Estava em Paris (!!!) a fazer um pitch (que é só das coisas que mais adoro!)! Oh la la!!!

Créditos Foto: Ties

Este encontro confirmou que a blogosfera é cada vez mais influente e que as bloggers estão cada vez mais profissionais. Em todo o lado encontrei bloggers que vivem apenas dos textos e fotos que publicam nos seus blogues, reforçando a ideia que há blogues que são autênticos 'opinion makers'. Um dos muitos cartazes que estava exposto no Carreau du Temple dizia-nos que 45% dos utilizadores da internet consultam regularmente blogues e que há, neste momento, perto de 200 milhões (sim, leste bem!) blogues no mundo inteiro.

Créditos Foto: Ties

Desde o início que a organização mostrou que sabia o que estava a fazer e que estava empenhada em tornar este um dos maiores acontecimentos do ano - e conseguiram, Bravo!! As respostas eram rápidas e sempre se mostraram flexíveis e cuidadosos connosco. Um obrigada muito especial ao parceiro da organização pela viagem que nos proporcionou - Selectour Afat. 
Portugal tinha uma 'petite portugaise' encantadora, a Virginie Lopes, também blogger (maman double) e mãe de duas, que sempre nos acompanhou e nos levou a descobrir os encantos de Paris. Espreita o instagram da Virginie aqui. Obrigada, querida, tornaste tudo ainda mais especial e inesquecível! Queremos muito que saibas isto!!


A primeira noite reúniu os participantes e a organização num bateau Mouche, no Sena, e terminou com a #teamportugal no famoso Hotel Costés. Todos os países se vestiram a rigor - ainda assim, tenho a impressão que Portugal se destacou sempre. Quer pela elegância dos participantes como pelo seu entusiasmo e dinamismo! E também foi aquela que se fez sempre acompanhar pela TV - TVI e CMTV. Não brincamos em serviço!!

Na 3ªFeira rumámos ao Carreau du temple. Um dia incrível, um céu azul e uma luz tão fantástica que nos permitiu passear pela cidade tranquilamente e só apanhar o metro, na Opera. No Carreau estavam à nossa espera imensas marcas, apresentações, conferências e colóquios. O meu pitch foi às 14h30 e, comigo, estava uma mãe de Itália e outra de Espanha e um pai da Inglaterra e outro da Roménia.
O final do dia também foi por lá, com direito a disco e um jantar num restaurante ao lado. Aproveitando que estava em Paris, liguei ao meu cunhado que se juntou a nós e foi muito bem acolhido pelas colegas bloggers :) Como já disse aqui, este miúdo ainda vai dar que falar! Ponham olho nele!



Créditos Foto: Ties

Quarta de manhã tirámos o dia, fomos para Montmartre e arredores. Graças à Catarina temos fotos fenomenais! Obrigada, querida, pela tua dedicação. Mesmo no final da manhã decidi apanhar o metro para o centro da cidade. Estava cheia de vontade de entrar nas livrarias e de andar com a cabeça no ar e saborear esta que é, para mim, uma das cidades mais bonitas do mundo. Adoro os edifícios, fico emocionada só de olhar para a construção que é a Torre Eifel e sinto-me uma felizarda por passear dentro do Louvre. Foi isso mesmo que fui fazer!

Créditos Foto: Ties

Não regressei a casa sem trazer os famosos éclaires da Rua Saint-Honoré para o meu mais que tudo. Sabia que também ia gostar de matar saudades destes doces... e de mim... 



II jornadas do Serviço Social da Unidade Local de Saúde do Alto Minho

17.11.16
Passei a minha manhã em Viana onde fiz parte do 1º painel da manhã das II jornadas do Serviço Social da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.


É incrível ver uma sala com lotação esgotada e ver gente tão empenhada na construção de famílias mais funcionais e mais felizes. É um trabalho duro, esgotante e todos estes técnicos e intervenientes merecem um respeito enorme pela importância que o seu trabalho tem.


A comissão organizadora escolheu um painel de elevado interesse e pertinência.

Para além disso, e num ambiente tão positivo, de aprendizagem e partilha, é bom encontrar amigos - alguns que já não via há mais de 10 anos e voltar a ligar os pontos.


E como o prometido é devido, em breve deixarei aqui os 3 pontos que prometi falar - quem esteve presente sabe exatamente do que falo :)

Com um brilhozinho nos olhos...

16.11.16
A última parte da Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas é muito prática. Para além de trabalharmos muitos casos práticos, há um momento de apresentações que, nestas duas edições, conseguiram superar as expectativas. O empenho, a dedicação, o espírito de grupo que se cria e a energia que se sente em cada edição é incrível. Sabes o que é sentires o teu coração a encher? É tão gratificante!






E a Ana, que era a primeira da lista, pediu para ficar para o fim. Porquê? Para fechar com chave de ouro o momento. É com gratidão e com a árvore da gratidão que fechamos esta 2ª Edição em Parentalidade e Educação Positivas.
Obrigada a todas pela entrega e pelo brilho nos olhos!

Para mais informações sobre a próxima ação, escreve-nos:
cursos@parentalidadepositiva.com

Datas Lisboa: 25, 26 e 27 Novembro | 13, 14 e 15 Janeiro
Datas Porto:20, 21 e 22 Janeiro | 17, 18 e 19 Fevereiro



Para todos os pais de adolescentes. Obrigatório!

16.11.16


Obrigada, Joana! É emocionante!!

Conflitos entre irmãos: quando quase nada funciona!

8.11.16
Foto: WYM


A propósito deste post, recebi alguns emails com questões específicas e que aproveito para responder por aqui - tenho fases em que não consigo responder a tudo individualmente.

'Magda, estou muito interessada em frequentar o curso de mediação escolar que está a divulgar. Apesar desta situação não estar relacionada com a parte escolar, tenho a certeza que é muito parecido.
Quando os meus filhos se pegam eu vou lá e ajudo-os sempre que vejo que tenho de intervir. Sou empática, procuro ser imparcial e colocá-los no lugar do outro. Mas fico chateada quando, por exemplo, pergunto ao mais velho "Como é que tu te sentirias se a tua irmã fizesse o mesmo?" e ele me responde 'Bem!" ou não me responde nada. É incapaz de ser empático e de mostrar remorso. 
O que é que devo fazer a seguir?'

Esta é uma questão muito interessante.
Sim, a criança saberá o que sentiria naquela situação mas algumas crianças, quando são expostas desta forma ficam inseguras e sentem-se ameaçadas.
Então a melhor forma é dizermos o que sabemos, sem as questionarmos.
Como assim, perguntas tu?

'Tenho a certeza que conseguirás imaginar como te sentirias se fosse a tua irmã a fazer-te isto."

Toma atenção ao tom e à tua intenção quando dizes o que escrevi acima.

Não precisas de o dizer num tom agressivo, apenas afirmativo. E ele não terá de responder. Mas acredita que se colocará no lugar da irmã. Só não precisa de te responder e expor-se.

Podes dar seguimento a esta situação e até pedir a intervenção dos miúdos e mediares estas situações. Queres aprender mais sobre isto? Estamos a organizar esta incrível e super prática formação ainda este ano. Estamos muito felizes em conseguir que a Isabel Oliveira venha à nossa Escola. Clica aqui para saberes mais.

Casos como estes vão ser trabalhados de forma muito prática dia 19 de Novembro, no Porto.

Bom de ler | #5 A estrela que não morava no céu

4.11.16
O livro foi-me enviado pela Cristele e achei mesmo que o tinha de partilhar aqui.

É um livro muito bem escrito, com ilustrações belíssimas e que fala da morte de uma forma real mas, ao mesmo tempo, muito bonita.

É a história de uma avó que parte, de um avô e filha que ficam e de uma neta que consegue ver o que nem todos conseguem ver.

Não é porque não falamos sobre os assuntos que eles não são sentidos. Esta é uma excelente forma de se falar sobre o assunto. Fica a sugestão para esta sexta-feira.



E podes encontrar o livro à venda aqui.

PAIS FELIZES = TRABALHADORES FELIZES .:. JERÓNIMO MARTINS

3.11.16


Hoje venho falar-vos de um encontro especial. A senhora da esquerda dispensa apresentações. A senhora do meio é a Inês Batista e este é sorriso que ela faz quando consegue fazer algo mais pela sua tribo, como é o caso das sessões VIVA – Life Balance Sessions. Do lado direito, Patrícia Barbosa, a torcer pelo impacto positivo do encontro. Deve ser giro ter um trabalho como o dela - criar oportunidades para ensinar coisas aos outros.Neste caso, Responsabilidade Social não é só nome de um departamento. São duas palavras com muito peso na missão desta empresa feita de pessoas verdadeiras, que investem no capital humano.







Obrigada à School Embassy e obrigada à Jerónimo Martins pela confiança e por me terem dado a honra de ter aberto estas sessões! 


3 de Novembro - sabes que dia é hoje?

3.11.16



No meu trabalho de coaching com pais há uma frase que digo com frequência:

"ser firme e gentil ao mesmo tempo"

A frase pode parecer um paradoxo mas não é. As duas situações podem conviver muito bem.
Pede-se que sejas firme com a situação e gentil com a criança.

E gentil não quer dizer ceder ou estar de acordo. É ser-se gentil, afetuoso, tratar o outro de acordo com a regra de ouro. E qual é esta? É tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem.

A gentileza é uma palavra que se usa cada vez menos. Somos cada vez menos gentis uns com os outros, não porque queiramos ser antipáticos (quero acreditar!) mas porque muitas vezes não nos lembramos de ser conscientemente simpáticos, só porque sim. E não temos de sê-lo com toda a gente. Comecemos com os de casa, com quem somos, frequentemente antipáticos e mal dispostos.

E se tu és professor ou educador (ou se trabalhas com crianças), aqui fica um quadro que há muito partilhei aqui no blogue.

E para que nada, mas mesmo nada te falte, ficam aqui alguns posts onde falei sobre gentileza - para te inspirar .

Como sei que o meu filho sabe que gosto dele?
O que é que se diz?
Estranha forma de se ser feliz...
Random acts of kindness
Altruísmo, bem-haja, gentileza...
Equilibrar firmeza e gentileza






Já foste gentil hoje? Partilha isso com os teus!


E-fluent - Encontro Internacional de bloggers

3.11.16



Hoje tenho uma novidade muito boa para partilhar contigo.
Na newsletter da semana passada disse-te que Novembro vai ser um mês muito cheio e que, entre várias outras coisas, vou dar um pulinho a Paris neste que é um dos mais importantes encontros de bloggers mundiais.
14 países e 10 representantes vão viajar no final de Novembro para aquela que é, para mim, uma das cidades mais extraordinárias do mundo. Eu sou uma dessas bloggers.
É um encontro onde os temas da parentalidade estão focados nas mais diferentes vertentes. Para além da conferência que vou dar, vou conhecer mulheres e pais incríveis, vou conhecer práticas novas e também vou aproveitar para me divertir e (re)visitar a cidade.
Vão ser 3 dias cheios de atividades e aprendizagens e tudo isto é organizado pela Paroles de Mamans, a quem dei uma entrevista no início do ano - e que podes ver aqui.
Prometo contar-te tudo e deixar-te fotos por aqui.

#efluent5 #parisjetaime
#MadeInParis

Por vezes o que falta são as palavras certas... O que se diz numa mediação de conflitos? Uma espécie de guião...

3.11.16

Pedi à Isabel Oliveira que nos desse um exemplo do que acontece numa mediação de conflitos e o difícil foi escolher o exemplo. Pegámos numa situação de bullying e a Isabel escolheu um dos momentos mais importantes dessa mediação e um dos mais difíceis de fazer, pela nossa tendência natural em salvarmos e compormos as situações. E é extraordinário o poder transformador de escutar a história que tem de ser contada e o que só isso, por si só, já resolve.
Partilho contigo este relato verídico de uma mediação feita pela Isabel Oliveira, a uma rapariga de 12 anos.

Há poucos dias, uma jovem a viver atualmente uma situação difícil na escola, dizia-me :

- “Parece que agora a turma toda está contra mim, parece que todos me querem entalar, faça eu o que fizer”
-  “Ter a turma toda a odiar-te não é coisa que se goste.”

Quando ouvimos isto a nossa primeira tendência é dizer “Vais ver que não é bem assim, de certeza que há colegas que gostam de ti; não te sintas assim, isso é coisa passageira; de certeza que não são todos”.

Antes de ceder à tentação de resolver o problema, dê a si mesma a oportunidade de escutar e à outra a oportunidade de se sentir escutada. Também pode experimentar por refletir de uma forma diferente o que está a escutar, dando espaço expressão de emoções:
“Sinto pelo que me estás a dizer que essa situação te deixa triste e um pouco zangada também … e isso é natural”. 

Explore um pouco mais a história, criando a oportunidade para que a história possa ser contada
“Podes contar-me o que aconteceu?"
"Podes falar-me um pouco sobre os colegas que achas que não gostam de ti?"
"Quais foram os colegas que não se comportaram como esses, houve alguém que se tenha comportado contigo de forma diferente?” 

O conflito é uma história à espera de ser contada … por quem a viveu, não por quem a escuta.

E o que dizer depois, o que fazer a seguir?

Acolher
"Sabes, às vezes o que nos deixa mais chateados é não conseguirmos perceber porque é que as pessoas nos fazem certas coisas. E isso deixa-nos mesmo zangados, não é? 

Boas questões
Já experimentaste perguntar porquê, o que aconteceu para que tenham esse comportamento contigo?"

Coragem
"Também podes começar por dizer que quando te fizeram aquilo (e diz o que te fizeram) ficaste triste e zangada.  E diz-lhes como gostavas que se tivessem comportado contigo...como seria diferente..e como isso te faria sentir".


Enquanto pais e adultos [sendo educadores na escola ou não] temos um papel fundamental na resolução de situações como o bullying. Este é um fenómeno demasiado sério e doloroso e as crianças precisam de orientação, de serem escutadas e de ajuda para concluírem esta situação. Ao mesmo tempo, a questão da auto-estima das partes envolvidas precisa de ser trabalhada e esse trabalho tem início quando fazemos essa escuta ativa - que é toda uma arte - e que é, sem dúvida, o início da grande transformação. 

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Casos como estes vão ser trabalhados de forma muito prática dia 19 de Novembro, no Porto.



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